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Mostrando postagens de outubro, 2016

XÍCARA VERDE...Eugênio Abatte

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QUERO UM AMOR... Eugênio Abatte

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Eu quero um amor   Que me venha livre e tranquilo  Que  venha com aquilo  Que não seja vão Seja, então, suave, leve e calmo;  Sem inquietude ou pressa  Que abrace e não engessa  Minha doce  emoção Ah! Eu o quero assim Como o da lua pelo mar  Que chega a enciumar  O velho pescador.  Aquele que espera a passagem  Das temidas nuvens escuras...  E logo em seguida faça juras  Eternas de amor  Quero muito este amor  Tão firme que me envolva E a mais serena paz  devolva  Ao meu coração sob pena  Que toque meu ser desiludido  Vença logo as minhas reservas  E me dê, no fim, deveras  A felicidade plena  Quero este sentimento  De puro romantismo tomado  Como um dia ensolarado  Que após a tormenta surge Que o cantem em prosa e verso  Façam deste amor um universo;  De paixão que exsurge      Que faça ...

A FÉ QUE NOS MOVE... Eugênio Abatte

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Bp Eugênio Temos  FÉ. Que bom! Vibro quando eu escuto isto. Mas,quase sempre, de forma emocional; quando valor está no espiritual. Pensem muito nisto! É, talvez, uma tentativa... de nós mortais nos convencer, de se disfarçar a dor da vida, experimentada  na cruel arena da lida;  E, pós tudo, sobreviver. Mas estou eu aqui... Com os meus próprios botões Buscando a verdade crua e nua; Que fé é esta que tanto flutua Um dia nos tetos, outro nos porões? É que, enfim, o melhor da  fé Vem quando esta nos possui Sim, o melhor de tudo Que faz e traz um efeito absurdo É a fé que em tudo influi Ela,em nós, no controle, Sendo, destarte, força de superação, Da esperança a todos nutri, E que de constante coragem  supri; O mais frágil coração  Isto é o que vale A fé nos capacita e nos faz cabal E que o invisível nos mo...

INDESEJADO HÓSPEDE - EUGÊNIO ABATTE

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Há uma poesia dentro de mim. Que resiste, insiste querendo ser. Tento sufocar esta inspiração; reação inútil, O coração enseja. O que nela contém é a verdade que (de ti) estou a esconder: O amor (por ti) é um hóspede que não quero, e a poesia deseja. Talvez por desconfiar do que todos já sabem: O poeta fala de amor, sem saber amar. Nunca é de menos, se entrega sem regra; é sempre mais; Vai além do que seu ser suporta. É a sufocante angústia, doença que a paixão contrai. No fim é sofrer, por nunca receber de volta  o amor que de si, vai!

CARA AMARRADA - EUGÊNIO ABATTE

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Desculpe-me a cara amarrada O olhar para o nada A barba mal feita O velho  coração  no peito Desfaz-se em  lamento O consolo rejeita. A mala sobre a cama A fuga, o destino, a trama A partida indesejada... A neblina que densa esconde Encobre as marcas por onde A vida segue arrastada. Mas ficar é viver sob tensão. Ir é ver morrer a paixão. Se é o que me cabe, me rendo. Por hora é o que me resta A força a fé me empresta Assim vou  resistindo e vivendo!

JÁ NÃO SOU HOJE - Eugênio Bp

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Eu estou em plena paz, Que vai além do verso. Do vento corri tanto atrás, Hoje não; sou reverso Fui por tempos, só, sentimento. Aprisionado em desdem Quero ser razão, tento Mas a emoção é quem vem!  Oh santa guerra ingrata! Eu agora sobrevivente. Mantendo a alma intacta, Neste corpo vil e servente. Flutuo sobre esta estrada, De sinal nada aparente Vou à derradeira parada Que ainda me será evidente Adoeci,sim, não pra morte; Do físico ao pronto espírito. Eu fraco para minha sorte Me vi forte num mundo restrito De onde o vento me traz O tom, o acorde final! Sobrevoo o campo em paz Aspirando o doce cheiro matinal Vou alto deixando aqui O meu eu  poético... Superando arquétipo Que de criança conheci Voo livre sobre o mar De cores não me contêm! Já me sinto tão ontem Nada hojê nas nuvens, no ar... Minha historia mal contada Torna-se inacabada obra,  ...

EU AMANHECER - Eugênio Abatte

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Luz, iluminação;  Doce claridade. Eu tão escuridão Tu luminosidade. Eu das sombras, De  sobras  Escondidas em meu ser Ilumina-me nesta fresta, Onde só me resta O adormecer. Agora que noite sou, Amarga realidade; Sob açoites vou. Clamo sem vaidade Assim meio arredio, Ainda que tardio; Faça-me manhã ser. Antes que seja tarde, Mesmo boa tarde; Prefiro, amanhecer.

SÓ PARA CONTRARIAR... EUGÊNIO ABATTE

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Cheguei dali Pelo fim da estrada Por uma pequena  trilha por mim cavada; Sem senti o chão... Cheguei até aqui Voando com a mente, Pelas nuvens no céu ausente, Empurrado pela emoção Mas cheguei enfim Então me abra teu mundo me deixa ficar Quero em tua paz descansar Contraindo-me em teu colo Aqui tudo é mais... É canto, encanto e cor É leveza, lirismo em botão de flor Beleza que nasce de teu solo Segui, destino fui. Recusei-me embarcar  na disposta galé Fiz-me dissonante, fiz-me fé; Sobrevivi ao desencanto Resisti, sim Ao infame e mais grave  desacato imposto. Segui sim, mesmo a contragosto Venci-me; um algoz e tanto! Trago aqui minhas feridas, Saradas de fato,   não só na lembrança A dor aqui já não me alcança Recolhi-me, me pus de  pé Coragem me fiz Me desfiz do que é inútil Vivo muito, vivo só, só com o  útil  Para contrariar a quem diz amar;  e amor ...

ENTARDECER NO ARPOADOR - EUGÊNIO ABATTE

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                                                                                                       Por do sol - Arpoador- RJ A tarde vem chegando  E mansamente  domina  a cena  intensa; vem cheia  de manha. Traz consigo a reboque, a estrela brilhante. Impressiona o poeta Sua mente assanha! . Desdenha dos lamentos, perdidos sonhos. Dos amores impossíveis; as frustrações. De quem contemplativo  perdeu-se no tempo de sonhos felizes, As estações. O entardecer é lindo, Mas impiedoso. Anuncia calado  a obumbração. É vida que encanta Com falsas promessas Nessas quase tudo tira Engana a razão. Enquanto entardecemos  no Arpoador O sol se...

E O VENTO PASSOU... EUGÊNIO ABATTE

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E o vento soprou Deixando no ar Um assobio suave O som se espalhou Parecia o mais doce cantar Da mais linda ave. Que me dera ter asas Eu voaria, enfim Por entre a fantasia Passaria por sobre as casas No voo sem fim Na mais completa extasia Quem me dera ter asas Me deixaria levar Por este vento mavioso Sobre as florestas esparsas Para, por fim, encontrar Meu bem precioso É.  O vento soprou Passou, se foi Que ironia indigesta O vento veio e levou O sonho de sermos dois... Sermos nós, é o que nos resta.   

PÂMELA - EUGÊNIO ABATTE

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Pâmela Ribeiro Eu gosto das pessoas (assim como tu, mocinha), que param para escutar.  Que gostam de abraços, que conseguem amar.  Gosto de pessoa s que riem de modo estranho( é tu ris estranho!!!) , choram escondidas.  Gosto de pessoas que não se escondem atrás de máscaras, pessoas que são fortes( tu és assim, na maioria das vezes), pessoas que sempre seguem em frente.  Gosto de pessoas que gostam de pessoas.  Gosto de pessoas que sabem o motivo de uma lágrima, que estão sempre por perto.  Gosto de pessoas que nunca se vão ( mas ficam pelas palavras, conselhos e afetos), de pessoas que ficam( mesmo quando vão).., que tentam, que conseguem...  Que não se contentam em ir à igreja, mas, sim, ser templo. Que não assistem culto, que fazem da vida, em qualquer lugar, um culto. Que não aceitam ser simples adoradoras, mas verdadeiras adoradoras !  É assim que a vejo minha irmã/amiga/filha/neta: Pâmela

CRUEL VAZIO - EUGÊNIO ABATTE

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                      Esperei-te nas idas e vindas do sol Mesmo no tempo de nublado dia Aguardei-te, morena cor. Envolvido de esperança num sentimental atol Com as mãos em aflição de suor da agonia Respirando ofegante num quase estertor. Esperei-te das manhãs aos anoiteceres Cada dia uma volta e um buquê  na lata. Uma decisão, uma última vez; mas, nada! Hoje a noticia, a descoberta: Não me queres. O som do triste tema me  relata. Que és do meu ingênuo sentimento, alienada. Adeus meu porto de tanta espera À Deus entrego meu ser tão sentido Enquanto deste louco amor me esvazio. Tendo na boca o doce e o ácido da nêspera Saio da luta, te perdendo e tão  perdido Vai meu anjo ser feliz; deixando-me  em cruel vazio.