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Mostrando postagens de março, 2014

O CONTROLE DESCONSTRUIDO - Bp Lucas Eugênio

Não me peçam explicação! Nem sei se a tenho. Não sei se saberia, ou, se acharia mesmo o que explicar. ... Simplesmente não quero entender. Quero deixar essa ausência ficar. Viver não implica na expressiva necessidade de ter a resposta. A resposta nem sempre explica tudo O mistério é viver decifrá-lo é morrer. Explicar é possível, se em amor me iludo. É a espada na garganta é um bicho que aperta, com por quês, pra quês e do quês... A razão não explica tudo, nem o motivo à deixa óbvia. Agora, daqui a pouco, será manhã do amanhã Cada décimo cada segundo, cada passo... Não posso, não paro, não tenho que saber. Quero evoluir descobrir cada dia, pouco a pouco, sem pressa! O tempo implacavelmente me dirá o que eu não soube dizer. Não me peça explicações Não sei se as tenho, ou, se as quero ter Deixo-as ao mistério e a suas sensações Guardo-as em silencio, em cada morrer Pois nem todas as palavras explicam tudo Deixo o tempo correr, corroer, a vida...

ZERO HORA / Lucas Eugênio

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Zero Hora - Lucas Eugênio Pelo vão da porta, avança o tempo Some na neblina envolvente a frente Desaparece como um fantasma, o tempo Uma fumaça que traz a lágrima à castanha lente É inevitável a dor da verdade, eu sei O ardor da verdade, o mais caro preço O vão, em vão evitar, bem que tentei ... Mas cá estou eu, com o tempo, pereço           De vão em vão, vai toda a solidão Passo a passo, o tempo cauterizado urge Sangra a intensa senhora; é a desilusão Em tempo: A vida contra mim, insurge! Passo o vão da porta, não o vejo mais Me acho longe, o nunca vence o confronto ! Me perdi na busca, ofusca o brilho, cega o olhar; Não vejo a hora, que tempo é este; posso indagar. As rugas na testa, do tempo vivido é o que me resta: Voltar ao começo, para zero hora vida de novo; estou pronto