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Mostrando postagens de setembro, 2017

SE HOJE FOSSE O FIM... Eugênio Abatte

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Errei muito Acertei pouco Mas, acertei Cantei o que quís Chorei o que podia Também, gargalhei Estive perto de tudo Fui longe;  às vezes demais... Tentei segurar; Perdi Abri mão; Me arrependi Busquei Rabisquei Me perdi Me achei Sem saída Esperei  Parei Adoeci Me curei Apanhei Revidei Dei a face; a outra. Perdoei Me magoei Me fiz Feliz Me refiz Quando me "desquis" Encontrei você que MUITO amei...                             Então valeu...

ONDE HÁ AMOR, NÃO HÁ ESCURIDÃO - Eugênio Abatte

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Não importa o anoitecer da vida Não importa o quão escuro ele seja. Não importa os uivos ou estranhos sons Os gemidos, estralos ou tristes tons. Ou, ainda o medo que a noite enseja! Não lamento em nada o passado dia A ponta da noite que traz a cerração... (não me importo com as)... As sombras, o negro véu,a obscuridade Nomes ou metáforas para a Adversidade; Real designação. Que venha a inevitável noite Não há novo dia sem ela É assim que nasce a esperança.  Tenho o caminho, a verdade e a vida E min'alma pela fé envolvida O amadurecimento alcança. É madrugada e o dia vem. A espera não será em vão! O melhor dos dias viverei Vem com Deus Que me ama, sustenta, tutela! Que me traz a frase tão bela: Onde há amor, não há escuridão!

O que mais quero... Eugênio Abatte

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O BOM DO BEM É VOCÊ- Eugênio Abatte

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O que é bom É o bem Que me fazes. Que bom Que tem a vida; tais fases Que bom [Que o bem] Sempre vem Sempre vence Sempre tem A sua vez Que o mal Sempre vai Sempre vaza Se joga de  volta Para quem o fez Você é o bom O bem bom Que o bem gerou Depois do mal Da Maldade. A mágoa já Malogrou...

LAPSOS - Eugênio Abatte

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Tento me lembrar de não me esquecer Nem sempre eu consigo E as vezes quando eu me lembro Já não há o que fazer; é tarde. Esqueço, deixo passar, Assim sem querer Achando tão esquisito É junho vestindo setembro Faz com que minha reação retarde É montada a armadilha; a surpresa Caio como já era esperado Me culpo, me condeno Tantos porquês que me machucam A antiga dor que o tempo retraz... Ah! Dessa memória sou a presa Passa  em efeito retardado Na mente o temor exógeno  Faz minh'alma confusa; caduca Proteger-me sou incapaz. Tentarei não me esquecer Insistirei nessa busca; Se a memória patusca Que faz tão pouco de mim. Superarei, é certo... A mais triste e sutil esparrela De que dentro desta atmosfera Surgirá por fim, um novo amor  Sem fim!

A LUZ - Eugênio Abatte

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As nuvens densas, tensas tardes de inverno Horizonte escuro. Obscuro pedia o sol.  Perdi o solo. O solo das aves diurnas sob o muro;  a pausa. Quis tanto a alva. Uma nova estrela Para iluminar meu dia Incomoda espera.  Exaspera meu coração Sem paz Incapaz de sorrir. Triste, melancólica noção. Surge o encanto, a bela.  A tela se enche de cor O amor ali   reluz. Impressionismo.  Mimo da natureza Sensibilidade e leveza Que em meu coração introduz... a vida... Há vida, na vida agora vivida. Minha vida de espera sofrida Que na paz do desse amor JÁ se conduz.

PESCADORA DO MEU SER - Eugênio Abatte

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Vivo agora a esperança do ser feliz;  Minha doce canção de verão.  Presença de suave domínio  Que restituiu-me o coração menino  Minha paz, de delicada emoção  Você é isso, é a vida querendo viver  Protegendo-se da desilusão entre as grevas  Audaz, me defendendo sangrando as trevas  Ferida às vezes, ou, quantas vezes  Recusa-se a fenecer.  Amor sem vergonha de ser amor  Que se expõe sem temer a dor doida  Afastando-se do  passado amargo  E  restaura  min ' alma no desamor; perdida  Pescadora do meu ser  Das garras de animais internos vorazes e ferozes  Das ressonantes vozes das profundezas atrozes  E  do silencio da cruel solidão externa  Que me via morrer Envolveste  -me  com teu encanto  Viestes das nuvens, como um anjo;  Anjo mulher, de força libertadora?  De olhar angelical que me fascina agora  ...