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Mostrando postagens de dezembro, 2016

PRUDÊNCIA - Eugênio Abatte

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Caminho, caminhando calmo e cauteloso. A largos passos vou, ao largo passo e vou; das  tramas e tramoias  Traço-as, solto-as, solto um calão. Caminho, cambado, lento, calmoso. Largo as tralhas, o caminho é largo, noto! Traço um troço, trago a troca e toco. Troco, torço, traço o trajeto. Despeço, desimpeço meu ser imerso. O caminho é longo, é largo, lerdo sigo. Mas logo o largo e livre em leves passos prossigo... Vou ao lago onde lavo e livro a alma lastra! À margem, lenientemente, longe do lodo,  leio um livro e lendo levo meu ser além.

VELHO? Eugênio Abatte

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Envelhecer é uma escolha que se faz antes que a escolha seja.  Amadurece r, uma necessidade, é favorecer a amizade, o amor; é conhecer o caminho.  Ser experiente , é ter vivido os prós e os contras da vida  sem jamais perder a dignidade. É ter aprendido com tudo sem nada ter desprezado. Evoluir , é ir em diante, atingir o topo e estender as mãos para quem quer chegar lá. É N ão saber tudo de tudo, nem pouco, mas  dispor ao próximo tudo o que sabe! Velho.  Não é ser algo, alguém inútil ou descartável. Não é perder os sonhos, os desejos; ser inamável! É escolher não se render ao tempo, não lamentar suas marcas em nós.  É  transformar-se  na presença inestimável  e na existência imprescindível! É ter dançado e cantado a musica que a vida compôs do jeito que deu.  Ter sorrido  todos os sorrisos; do tímido ao mais escrachado. E ter dado os ombros às contradições impostas e seguido.  E não chorar o tem...

AMORES - Eugênio Abbate

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HÁ AMORES  QUE  POR MAIS  BONITOS  QUE SEJAM  NÃO NASCERAM  PARA SEREM VIVIDOS;  MAS, APENAS, SENTIDOS...

SENTENÇA - Eugênio Abatte

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Ponha o dedo na minha cara, se quiseres, e digas que fiz-te sofrer de amor.  Que queimei os teus lábios com calor dos meus ardentes beijos.  Que a fiz tropeçar nas rosas no chão  agitadas  como um bravio mar.  Que sufoquei a alma, tua alma, de carinhos ,  caricias e querências tão caras...  Diga que  sequestrei  teus sentimentos, que pedi em resgate, só a tua atenção.  Que a roubei de outros braços, a mão armada de versos, poemas e trovas. Que enfrentei o teu povo, teu pai e padrasto na rua da rima do samba canção.  Que marquei o teu rosto com o suor do meu rosto, na noite em que chorei  d'amor .  Pelo que vivemos com tanta intensidade e possessão, possivelmente, vã.  Se for, enfim, disso que me acusas; de violência gentil, sensível, tão rara e repentina.  Eu me entrego, confesso e aceito que a vida me puna com a sentença: Solidão.  Pois amar como eu te ame...