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Mostrando postagens de novembro 14, 2013

MEU EXÍLIO - Eugênio Abatte

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Estou exilado. Vejo que  já me entardeço. No espelho um estranho rosto Marcas nunca vistas;enlouqueço Águas turvas passam sob meus pés... Cheiros e sons, solidão que desconheço A lua é a mesma, reconheço, companheira. O sol castiga mais; é fatigante; É me imposto Curvo-me, obedeço. Em meu exílio  interno,  externo minha dor A distancia é cada vez mais extensa.  O fim ameaça, não tão longe; desvaneço.  Tenho saudade de que fui, dos que se foram... A solidão espalha seus uivos, me estremeço Contra a esperança espero, me sustento Sendo assim, neste espaço  sem fim, ao menos,  não desapareço! Meu exílio, foi  sutil Não foi explícito, mas doentio. Foi medo, foi tortura, foi pra não  ver a morte de um amor; o descomeço. Deixei uma parte de mim ali  pra seguir Minha mochila com meus retratos;  e recordações, (até hoje), abasteço.  Mas mesmo assim com aquilo que não...