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Mostrando postagens de outubro, 2017

SAUDADE DO AMOR - Eugênio Abatte

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MF Conheci tantos lugares, Tão únicos, singulares Bem lúdicos; plurais. De longa viagem; De rápida passagem Em estradas, urbanas e rurais Sinto-me até hoje em imagens Vejo-me mesmo agora em paisagens Rios e mares multicores Uvas, canas, laranjas... Caldos, causos e canjas; Aromas e  sabores Nas lembranças me vou Do que em mim ficou No que de mim deixei. Restam-me agora as letras Que guardo em gavetas Com sonhos que colecionei O ( grande) amor então vivido  O coração ( em pedaços) ali partido A alma ( insana) iludida Em outro canto existo Em êxtase me visto Da saudade aqui curtida Finjo tentando esquecer O que o tempo não apaga Inconformada a mente divaga Crédula que existe um amor Em um lindo e exótico lugar No mais próximo futuro Me espera além do véu escuro Aquela que  nasceu da mesma dor!

SOBREVIVO ( a estrada) Eugênio Abatte

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Sobrevivo, viven do, vendo, vindo, indo sem parar. Sobrevivo, visando, viajando, vencendo a falta que você me faz. Sobrevivo aos  ataques, as atitudes, através das trilhas indesejadas ou não. Sobrevivo, ao esperado fim, assim, sim, sem esperar mais. Sobrevivo ausência, a impaciência, a demência, capaz de me fazer incapaz. Sobrevivo, para ser, para ter, para ver no que vai dar essa desilusão. Sobrevivo por fé, por raiva, por teimosia, instinto, mas sobrevivo. Sobrevivo aos que não querem, não podem, não fazem, não são nada. Aos que me deixam, me esquecem... (Desprezam o fato de eu estar, ainda, vivo) . Subindo ou descendo, amparado ou solto; porque eu tenho uma coisa que é minha:                                                 A estrada!