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Mostrando postagens de 2017

PRA NÃO DIZER QUE NÃO FALEI... Eugênio Abatte

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S Te amo nos seus gestos, te amo no seu sorriso, te amo na sua voz..     Te amo no que você é!     Te amarei em tudo...                             No ar que respiramos, no alvorecer da tarde, no crepúsculo, na morte. Te amo na chuva que cai, no sol que queima. Eu quero assim te amar. Te amar nas minhas horas de tristezas, pois te amar  me traz a paz. Te amar quando a alegria chegar, pois o amor é alegria, e sou feliz enquanto te amo. Mesmo que o amor se torne extinto, farei questão de  te amar. Mesmo que a luz do mundo acabe, quero te iluminar  com o meu amor. E somente a vontade de Deus, seria capaz de tirar todo  esse amor que alimenta minha própria existência. Você mora dentro de mim. E para não dizer que não falei: Te amo!

ESTERTOR - Eugênio Abatte

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Vivi meu entardecer Vendo o sol se por As aves se recolhendo Cada uma para seu canto Com um canto qualquer E eu as invejar Entardecia seco e célere Minha vida a me "despertencer" O cheiro a angustia; meu estertor Quis resistir, adiar a dor Mas a via a sombra  chegar A noite, a esperança adiada O luar se omitindo, a escuridão... Já não me via no espelho O tempo lhe embaça. Sentir o bater de  asas Um anjo que anuncia: "Hoje pode ser tarde; Amanhã, cedo se torna" A vida bém vinda... Trazendo o sol de novo; a  graça Lucas Eugênio

FLOR DO DESERTO - Eugênio Abatte

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Quero paz do pássaro que canta em meio ao temporal Do velho marinheiro que dorme em meio a tempestade Quero a paz de quem vê o bem  em meio a dor infernal A paz de quem consegue sorrir feliz onde todos vêm a calamidade Quero a paz de quem vem de uma derrota crendo que vira o jogo De quem se esforça, luta e segue apesar dos oponentes A paz da fêmea que corre e protege a cria na floresta em fogo De quem ama, cercado de ódio, intriga, raiva e da fala dos descrentes Quero a paz da flor do deserto que nele nasce e sobrevive A paz do caça ofegante nas frestas das pedras, livre do algoz A paz do intervalo da guerra, do silencio mortal de quem vive Das estrelas já mortas, que brilham em meus olhos; me embargam a voz Quero a paz que ninguém poderá me oferecer A paz da alma, do coração vencendo os temores Quero a paz da inocência  infantil, sem nada temer Quero a paz do alto, do céu a...

ROSA MORENA - Eugênio Abatte

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  D  No começo foi assim; uma leve e suave brisa  Mas com murmúrios, prenúncios de fortes ventos.  Eu, de  sonhos latentes  e de  evidentes cálidos  momentos;  Vejo os dissabores tomar conta de minh'alma poetisa  O redemoinho e uivos agora já envolvem as flores  Esvoaçam suas enfraquecidas pétalas, que sofrem  No chão, forram o caminho sob os espinhos que as cobrem.  Criando a mais triste visão de um desencanto em cores  Vendaval que passa, pune ,   deixa seus  traços;  Entre as folhas pisadas, frias e caídas; mortas estão.  Sou jardineiro desse canto, que procura, no entanto em vão,  A rosa morena que irá amanhã perfumar outros braços

O FIM DA ESCURIDÃO - Eugênio Abatte

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Não importa o anoitecer da vida Não importa o quão escuro ele seja Não importa os uivos, e os estranhos sons Os gemidos, estralos e os tristes tons  Nem ainda o medo que a noite enseja! Não importa as marcas que o tempo imprime Ou as dores que o tempo implacável me traz. Não importa a solidão e sua insegurança As perdas, as vidas que a morte alcança Meu futuro será como o presente; de paz Não lamento em nada os passados dias A ponta da noite que após si traz a cerração... As sombras, o negro véu,a obscuridade Nomes ou metáforas para a Adversidade. Não me abalo, não me assusto com isto Eu tenho a luz terna e eterna; eu tenho Cristo... O fim de qualquer temor ou escuridão!

SAUDADE DO AMOR - Eugênio Abatte

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MF Conheci tantos lugares, Tão únicos, singulares Bem lúdicos; plurais. De longa viagem; De rápida passagem Em estradas, urbanas e rurais Sinto-me até hoje em imagens Vejo-me mesmo agora em paisagens Rios e mares multicores Uvas, canas, laranjas... Caldos, causos e canjas; Aromas e  sabores Nas lembranças me vou Do que em mim ficou No que de mim deixei. Restam-me agora as letras Que guardo em gavetas Com sonhos que colecionei O ( grande) amor então vivido  O coração ( em pedaços) ali partido A alma ( insana) iludida Em outro canto existo Em êxtase me visto Da saudade aqui curtida Finjo tentando esquecer O que o tempo não apaga Inconformada a mente divaga Crédula que existe um amor Em um lindo e exótico lugar No mais próximo futuro Me espera além do véu escuro Aquela que  nasceu da mesma dor!

SOBREVIVO ( a estrada) Eugênio Abatte

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Sobrevivo, viven do, vendo, vindo, indo sem parar. Sobrevivo, visando, viajando, vencendo a falta que você me faz. Sobrevivo aos  ataques, as atitudes, através das trilhas indesejadas ou não. Sobrevivo, ao esperado fim, assim, sim, sem esperar mais. Sobrevivo ausência, a impaciência, a demência, capaz de me fazer incapaz. Sobrevivo, para ser, para ter, para ver no que vai dar essa desilusão. Sobrevivo por fé, por raiva, por teimosia, instinto, mas sobrevivo. Sobrevivo aos que não querem, não podem, não fazem, não são nada. Aos que me deixam, me esquecem... (Desprezam o fato de eu estar, ainda, vivo) . Subindo ou descendo, amparado ou solto; porque eu tenho uma coisa que é minha:                                                 A estrada!

SE HOJE FOSSE O FIM... Eugênio Abatte

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Errei muito Acertei pouco Mas, acertei Cantei o que quís Chorei o que podia Também, gargalhei Estive perto de tudo Fui longe;  às vezes demais... Tentei segurar; Perdi Abri mão; Me arrependi Busquei Rabisquei Me perdi Me achei Sem saída Esperei  Parei Adoeci Me curei Apanhei Revidei Dei a face; a outra. Perdoei Me magoei Me fiz Feliz Me refiz Quando me "desquis" Encontrei você que MUITO amei...                             Então valeu...

ONDE HÁ AMOR, NÃO HÁ ESCURIDÃO - Eugênio Abatte

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Não importa o anoitecer da vida Não importa o quão escuro ele seja. Não importa os uivos ou estranhos sons Os gemidos, estralos ou tristes tons. Ou, ainda o medo que a noite enseja! Não lamento em nada o passado dia A ponta da noite que traz a cerração... (não me importo com as)... As sombras, o negro véu,a obscuridade Nomes ou metáforas para a Adversidade; Real designação. Que venha a inevitável noite Não há novo dia sem ela É assim que nasce a esperança.  Tenho o caminho, a verdade e a vida E min'alma pela fé envolvida O amadurecimento alcança. É madrugada e o dia vem. A espera não será em vão! O melhor dos dias viverei Vem com Deus Que me ama, sustenta, tutela! Que me traz a frase tão bela: Onde há amor, não há escuridão!

O que mais quero... Eugênio Abatte

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O BOM DO BEM É VOCÊ- Eugênio Abatte

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O que é bom É o bem Que me fazes. Que bom Que tem a vida; tais fases Que bom [Que o bem] Sempre vem Sempre vence Sempre tem A sua vez Que o mal Sempre vai Sempre vaza Se joga de  volta Para quem o fez Você é o bom O bem bom Que o bem gerou Depois do mal Da Maldade. A mágoa já Malogrou...

LAPSOS - Eugênio Abatte

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Tento me lembrar de não me esquecer Nem sempre eu consigo E as vezes quando eu me lembro Já não há o que fazer; é tarde. Esqueço, deixo passar, Assim sem querer Achando tão esquisito É junho vestindo setembro Faz com que minha reação retarde É montada a armadilha; a surpresa Caio como já era esperado Me culpo, me condeno Tantos porquês que me machucam A antiga dor que o tempo retraz... Ah! Dessa memória sou a presa Passa  em efeito retardado Na mente o temor exógeno  Faz minh'alma confusa; caduca Proteger-me sou incapaz. Tentarei não me esquecer Insistirei nessa busca; Se a memória patusca Que faz tão pouco de mim. Superarei, é certo... A mais triste e sutil esparrela De que dentro desta atmosfera Surgirá por fim, um novo amor  Sem fim!

A LUZ - Eugênio Abatte

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As nuvens densas, tensas tardes de inverno Horizonte escuro. Obscuro pedia o sol.  Perdi o solo. O solo das aves diurnas sob o muro;  a pausa. Quis tanto a alva. Uma nova estrela Para iluminar meu dia Incomoda espera.  Exaspera meu coração Sem paz Incapaz de sorrir. Triste, melancólica noção. Surge o encanto, a bela.  A tela se enche de cor O amor ali   reluz. Impressionismo.  Mimo da natureza Sensibilidade e leveza Que em meu coração introduz... a vida... Há vida, na vida agora vivida. Minha vida de espera sofrida Que na paz do desse amor JÁ se conduz.

PESCADORA DO MEU SER - Eugênio Abatte

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Vivo agora a esperança do ser feliz;  Minha doce canção de verão.  Presença de suave domínio  Que restituiu-me o coração menino  Minha paz, de delicada emoção  Você é isso, é a vida querendo viver  Protegendo-se da desilusão entre as grevas  Audaz, me defendendo sangrando as trevas  Ferida às vezes, ou, quantas vezes  Recusa-se a fenecer.  Amor sem vergonha de ser amor  Que se expõe sem temer a dor doida  Afastando-se do  passado amargo  E  restaura  min ' alma no desamor; perdida  Pescadora do meu ser  Das garras de animais internos vorazes e ferozes  Das ressonantes vozes das profundezas atrozes  E  do silencio da cruel solidão externa  Que me via morrer Envolveste  -me  com teu encanto  Viestes das nuvens, como um anjo;  Anjo mulher, de força libertadora?  De olhar angelical que me fascina agora  ...