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Mostrando postagens de novembro, 2013

FLOR DO DESERTO...Lucas Eugênio

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Quero paz do pássaro que canta em meio ao temporal Do velho marinheiro que dorme em meio a tempestade Quero a paz de quem lê no meio de um transito infernal A paz de quem consegue sorrir feliz onde todos vêm a calamidade Quero a paz de que vem de uma derrota, crendo que vira o jogo De quem se esforça, luta e segue apesar dos oponentes A paz da fêmea que corre e protege a cria na floresta em fogo E de quem ama, cercado de ódio, intriga,raiva e da fala dos descrentes Quero a paz da flor do deserto que nele nasce e sobrevive A paz do caça ofegante nas frestas das pedras, livre do algoz A paz do intervalo da guerra, do silencio mortal de quem vive Das estrelas já mortas, que brilham em meus olhos; me embargam a voz Quero a paz que ninguém poderá me oferecer A paz da alma, do coração vencendo os temores Quero a paz da inocência  infantil, sem nada temer Quero a paz do alto, do céu aqui na terra Em mim, por mim; um sonho que a realidade encerra ...

MINHAS RESSURREIÇÕES... Lucas Eugênio

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Das coisas que na vida eu fiz; já me refiz. O que me deram em  troca, me refez Dos tropeços me ergui, ainda que por um triz Aprendi que sempre há mais uma vez                                                                                        O ódio nunca se instalou            A raiva veio, mas passou Superei os revezes Morri para alguns Vou morrendo para uns Mas já ressuscitei algumas vezes!  

MEU EXÍLIO - Eugênio Abatte

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Estou exilado. Vejo que  já me entardeço. No espelho um estranho rosto Marcas nunca vistas;enlouqueço Águas turvas passam sob meus pés... Cheiros e sons, solidão que desconheço A lua é a mesma, reconheço, companheira. O sol castiga mais; é fatigante; É me imposto Curvo-me, obedeço. Em meu exílio  interno,  externo minha dor A distancia é cada vez mais extensa.  O fim ameaça, não tão longe; desvaneço.  Tenho saudade de que fui, dos que se foram... A solidão espalha seus uivos, me estremeço Contra a esperança espero, me sustento Sendo assim, neste espaço  sem fim, ao menos,  não desapareço! Meu exílio, foi  sutil Não foi explícito, mas doentio. Foi medo, foi tortura, foi pra não  ver a morte de um amor; o descomeço. Deixei uma parte de mim ali  pra seguir Minha mochila com meus retratos;  e recordações, (até hoje), abasteço.  Mas mesmo assim com aquilo que não...

SEM REMÉDIO - Lucas Eugênio

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Se você está amando pela primeira vez, fique atento Se você está apaixonado pela primeira vez, ouça essa verdade: Se você está amando  pela primeira vez,  fique atento. Se você está apaixonado  pela primeira vez,  ouça essa verdade: Ainda não criaram um remédio -  que eu tenha conhecimento - Que cure a dor da saudade!

NADA É DEFINITIVO - anônimo

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AMAR DE NOVO - Lucas Eugênio

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Fugindo de um amor incurável, me deparo com outro. Que prende-me, acorrenta-me, me deixa no chão Inesperadamente amando -  assim me encontro Amando, mesmo não querendo mais -lutei em vão. Não é o mesmo amor, imagino, mas veio forte Domina, me joga outra vez, me tira o norte Me deixa assim: Aceitando Seu domínio é inconsequente; já sei onde vai dar Perigosamente trilho em sua volta, a cirandar Me vejo assim: Amando Desconfio que ela sabe, mas finge docemente não ver Ouve, desconversa, muda de assunto, escapa do tema Vejo que ela olha, parece esperar o que eu venha  dizer  Existe um querer - em razão do velho amor, vê problema Do seu lado me desconcerto, ajo como um menino Me foge tudo, palavras, argumentos, fico sem tino Sua presença me deixa assim Eu, fugitivo, sem rumo, sem vontade de amar de novo Me deparo com alguém, cujo o sorrir traz-me o renovo E vejo ser  impossível na vida, dar à este sentimento, um fim ...