E O VENTO PASSOU... EUGÊNIO ABATTE
E o vento soprou Deixando no ar Um assobio suave O som se espalhou Parecia o mais doce cantar Da mais linda ave. Que me dera ter asas Eu voaria, enfim Por entre a fantasia Passaria por sobre as casas No voo sem fim Na mais completa extasia Quem me dera ter asas Me deixaria levar Por este vento mavioso Sobre as florestas esparsas Para, por fim, encontrar Meu bem precioso É. O vento soprou Passou, se foi Que ironia indigesta O vento veio e levou O sonho de sermos dois... Sermos nós, é o que nos resta.