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Mostrando postagens de novembro, 2016

RETICÊNCIAS - Eugênio Abatte

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Sou tantas palavras...                                                                  que mais me (in)definem...                           q ue me explicam...             Sou formado de tantos  versos;                           por vezes sem nexo...                            complexo que carrego na                         tinta cinzenta...         Não me escutem... me leiam .       ...

CAMINHAR - Eugênio Abatte

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Meu caminhar, por escolha, é só. Meus passos há muito vão sem pares... Nesta estrada banhada de pó. (Nela) Deixo minhas  marcas e meus pesares Neste caminho, encaminho meu caminhar Para alguns uma sombria quietude Não sabem que já fui todo descaminhar Fui volta, revolta, hoje sou ida; longitude Não vou, é certo,  por certo, ao que é fútil Do desnecessário nesse longo curso me desfiz Sou um ser a caminhar - penso - para o que é útil   Sem reprises ou crises; já não sou mais aprendiz Me deixem ser lúdico, louco, livre; ser eu Não sou solidão, sou solitude nesse  mundo meu Que toda ausencia não me siga,  nem me cegue com seu breu Que a fantasia viva se quiser, mas a ilusão  em mim, morreu                                                   Vídeo editado por Nara Leão ...

SÓ TE AMANDO SÓ - Eugênio Abatte

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Eu te amo, só.  Só me basta te amar.  Assim, sem dó da dor que me causa.   Só te amo.  Não tenho, não tive um amor assim  por mais ninguém.                                                                                     Se isto só não basta a ti, a mim, é tudo.                                    Pois o amor que por ti tenho, é meu.  E então, só eu sei, entre nós dois,  o que é amar.  Isto me faz feliz                                    

VIAJANTE SEM RUMO - EUGÊNIO ABATTE

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Andei por tantos lugares Ansiando por um  lugar comum Eu que sou tantos olhares Já não me vejo em lugar nenhum Dei muitos e lentos passos Outros, outros após um... Em vias e rumos escassos; Desço pelo vale sem caminho algum! Experimentei sabores, Fatores, cores de carne e osso Ingerindo indigestos dissabores Na vida o mal gosto, um gosto insosso Sou eu um viajante do nada Na estrada nublada a me cercar . Nem asas eu tenho para voar... Sem ninho, sem ter para onde voltar. Eu viajante submisso No espelho d'água não me reconheço Procuro no fim meu começo... Nada mais, nada mais, além disso! Meus pés em chão ardente Busca o refrigério de teus braços Só deles meu coração ressente Enquanto me envolvem cruéis laços Não sei dos tempos. Que tempos? Nem tempo para isso, tenho Escorregando vou nos contra-tempos Que eu, até, inconveniente desdenho Um copo d'água, um café Uma conversa; meu repouso Um canto pra meu  c...

QUE VENHA O TEMPO...

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Desejo-te o melhor dos dias, das semanas e dos anos. Que venha o tempo de esquecimento, uma pausa dos dissabores, proteção do mal tempo. Um tempo amar o amor, que o amor a carregue, a embale  e a distancie da solidão sem propósito. Que a saudade venha do que é por instante; não do para sempre. Que a felicidade se transforme e sua amiga íntima, daquelas que cujo tempo possa passar, mas não te larga nunca.

MAR AMANHECIDO - Eugênio Abatte

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Levado pelas correntes do mar amanhecido Estou ao sabor dos ventos. Sigo navegando para o desconhecido O som das ondas abafa meus lamentos Flutuo em  busco do nada, ou, de mais nada. Vou ao encontro da suave e doce canção. Com minh'alma  frágil jangada, Neste mar, sou um ponto na imensidão. Longe de tudo sou eu, sonhador. Vou eu, a explorar ou extrapolar  meu limite. De velas abertas, sem temor em emoção e amor,  aceitando de todo mistério, o convite Sou este mar, amar, amanhecer Despedindo-me da alva, matutina estrela Vou de solidão em solidão  me abastecer  Pra ancorar em seu coração, meu barco à vela.