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Mostrando postagens de setembro 5, 2017

A LUZ - Eugênio Abatte

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As nuvens densas, tensas tardes de inverno Horizonte escuro. Obscuro pedia o sol.  Perdi o solo. O solo das aves diurnas sob o muro;  a pausa. Quis tanto a alva. Uma nova estrela Para iluminar meu dia Incomoda espera.  Exaspera meu coração Sem paz Incapaz de sorrir. Triste, melancólica noção. Surge o encanto, a bela.  A tela se enche de cor O amor ali   reluz. Impressionismo.  Mimo da natureza Sensibilidade e leveza Que em meu coração introduz... a vida... Há vida, na vida agora vivida. Minha vida de espera sofrida Que na paz do desse amor JÁ se conduz.

PESCADORA DO MEU SER - Eugênio Abatte

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Vivo agora a esperança do ser feliz;  Minha doce canção de verão.  Presença de suave domínio  Que restituiu-me o coração menino  Minha paz, de delicada emoção  Você é isso, é a vida querendo viver  Protegendo-se da desilusão entre as grevas  Audaz, me defendendo sangrando as trevas  Ferida às vezes, ou, quantas vezes  Recusa-se a fenecer.  Amor sem vergonha de ser amor  Que se expõe sem temer a dor doida  Afastando-se do  passado amargo  E  restaura  min ' alma no desamor; perdida  Pescadora do meu ser  Das garras de animais internos vorazes e ferozes  Das ressonantes vozes das profundezas atrozes  E  do silencio da cruel solidão externa  Que me via morrer Envolveste  -me  com teu encanto  Viestes das nuvens, como um anjo;  Anjo mulher, de força libertadora?  De olhar angelical que me fascina agora  ...