VIAJANTE SEM RUMO - EUGÊNIO ABATTE
Andei por tantos lugares Ansiando por um lugar comum Eu que sou tantos olhares Já não me vejo em lugar nenhum Dei muitos e lentos passos Outros, outros após um... Em vias e rumos escassos; Desço pelo vale sem caminho algum! Experimentei sabores, Fatores, cores de carne e osso Ingerindo indigestos dissabores Na vida o mal gosto, um gosto insosso Sou eu um viajante do nada Na estrada nublada a me cercar . Nem asas eu tenho para voar... Sem ninho, sem ter para onde voltar. Eu viajante submisso No espelho d'água não me reconheço Procuro no fim meu começo... Nada mais, nada mais, além disso! Meus pés em chão ardente Busca o refrigério de teus braços Só deles meu coração ressente Enquanto me envolvem cruéis laços Não sei dos tempos. Que tempos? Nem tempo para isso, tenho Escorregando vou nos contra-tempos Que eu, até, inconveniente desdenho Um copo d'água, um café Uma conversa; meu repouso Um canto pra meu c...