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Mostrando postagens de abril, 2017

SELVAGEM MENINA - Eugênio Abatte

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Saiba, menina Fostes pra mim a mais linda Um encanto florido. Daquilo que me destes Ora me despes... Um sentimento de sonho perdido. Eras minha boa sina Selvagem menina És agora a mais doída dor... Te vejo passar  Pelo  tempo a vagar Me fazendo um ser sofredor Dolce amore Di gusto e odore Que minha lembrança guarda Assim me deixe Me queixe Minha vida já tarda Me resta o alento Neste duro assento Vou passageiro Tá.  Melhor ir só Que viver do pó De algguém tão matreiro A dor sei que passa No  tempo que se escassa Da vida que se desgasta Em revolta se basta Reagindo como acuada caça. É faminta a traça Que vem e traça a graça Com a insensível ameaça De fazer do amor uma esfaça Fica assim Que seja o fim Que passe dessa forma Eu vou pelo vale Sabendo o quanto vale Amar sem medo, sem norma É.O silencio se faz! No coração que jaz E aos poucos reage. O choro o vento secou ...

O AMOR E A ILUSÃO - Eugênio Abatte

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O amor nunca acaba, se acabou,  foi ilusão, não amor! O amor não se ilude, não é cego, mas –  às vezes - não quer enxergar a realidade. A ilusão é criativa, não tem limites. O amor é ingênuo, ignora os riscos, insiste. A ilusão é traiçoeira, insensível. O amor não acaba, se acabou,  não foi amor,  foi só ilusão. Ilusão é uma mentira na qual só nós acreditamos. O amor é uma verdade,  na qual queremos que  alguém mais acredite. O amor é forte, mais que a morte,  já disse um sábio! A ilusão é frágil como um cristal, despedaça-se No amor não há  ilusão! Mas algo eu aprendi: Da ilusão pode nascer...  um grande amor. (Escrita em  junho 29, 2009  - Na Cidade de Tupã-Sp}