SELVAGEM MENINA - Eugênio Abatte






Saiba, menina
Fostes pra mim a mais linda
Um encanto florido.
Daquilo que me destes
Ora me despes...
Um sentimento de sonho perdido.

Eras minha boa sina
Selvagem menina
És agora a mais doída dor...
Te vejo passar 
Pelo tempo a vagar
Me fazendo um ser sofredor

Dolce amore
Di gusto e odore
Que minha lembrança guarda
Assim me deixe
Me queixe
Minha vida já tarda

Me resta o alento
Neste duro assento
Vou passageiro
Tá. 
Melhor ir só
Que viver do pó
De algguém tão matreiro
A dor sei que passa
No  tempo que se escassa
Da vida que se desgasta
Em revolta se basta

Reagindo como acuada caça.
É faminta a traça
Que vem e traça a graça
Com a insensível ameaça
De fazer do amor uma esfaça

Fica assim
Que seja o fim
Que passe dessa forma
Eu vou pelo vale
Sabendo o quanto vale
Amar sem medo, sem norma

É.O silencio se faz!
No coração que jaz
E aos poucos reage.
O choro o vento secou
Nenhum anseio ficou...
A doença em tempo  retroage

É noite por enquanto
O dia, no entanto
Com raios de alegria chega
Diluindo o amargo encanto
Da existência em pranto;
Meu ser sossega

Não pense que vou desistir
É preciso viver, existir
Viver sem um dia perder.
Bom: Nem tudo você me levou
Inconscientemente me deixou:

A benção de agora disso saber!































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