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Mostrando postagens de dezembro, 2017

PRA NÃO DIZER QUE NÃO FALEI... Eugênio Abatte

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S Te amo nos seus gestos, te amo no seu sorriso, te amo na sua voz..     Te amo no que você é!     Te amarei em tudo...                             No ar que respiramos, no alvorecer da tarde, no crepúsculo, na morte. Te amo na chuva que cai, no sol que queima. Eu quero assim te amar. Te amar nas minhas horas de tristezas, pois te amar  me traz a paz. Te amar quando a alegria chegar, pois o amor é alegria, e sou feliz enquanto te amo. Mesmo que o amor se torne extinto, farei questão de  te amar. Mesmo que a luz do mundo acabe, quero te iluminar  com o meu amor. E somente a vontade de Deus, seria capaz de tirar todo  esse amor que alimenta minha própria existência. Você mora dentro de mim. E para não dizer que não falei: Te amo!

ESTERTOR - Eugênio Abatte

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Vivi meu entardecer Vendo o sol se por As aves se recolhendo Cada uma para seu canto Com um canto qualquer E eu as invejar Entardecia seco e célere Minha vida a me "despertencer" O cheiro a angustia; meu estertor Quis resistir, adiar a dor Mas a via a sombra  chegar A noite, a esperança adiada O luar se omitindo, a escuridão... Já não me via no espelho O tempo lhe embaça. Sentir o bater de  asas Um anjo que anuncia: "Hoje pode ser tarde; Amanhã, cedo se torna" A vida bém vinda... Trazendo o sol de novo; a  graça Lucas Eugênio

FLOR DO DESERTO - Eugênio Abatte

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Quero paz do pássaro que canta em meio ao temporal Do velho marinheiro que dorme em meio a tempestade Quero a paz de quem vê o bem  em meio a dor infernal A paz de quem consegue sorrir feliz onde todos vêm a calamidade Quero a paz de quem vem de uma derrota crendo que vira o jogo De quem se esforça, luta e segue apesar dos oponentes A paz da fêmea que corre e protege a cria na floresta em fogo De quem ama, cercado de ódio, intriga, raiva e da fala dos descrentes Quero a paz da flor do deserto que nele nasce e sobrevive A paz do caça ofegante nas frestas das pedras, livre do algoz A paz do intervalo da guerra, do silencio mortal de quem vive Das estrelas já mortas, que brilham em meus olhos; me embargam a voz Quero a paz que ninguém poderá me oferecer A paz da alma, do coração vencendo os temores Quero a paz da inocência  infantil, sem nada temer Quero a paz do alto, do céu a...

ROSA MORENA - Eugênio Abatte

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  D  No começo foi assim; uma leve e suave brisa  Mas com murmúrios, prenúncios de fortes ventos.  Eu, de  sonhos latentes  e de  evidentes cálidos  momentos;  Vejo os dissabores tomar conta de minh'alma poetisa  O redemoinho e uivos agora já envolvem as flores  Esvoaçam suas enfraquecidas pétalas, que sofrem  No chão, forram o caminho sob os espinhos que as cobrem.  Criando a mais triste visão de um desencanto em cores  Vendaval que passa, pune ,   deixa seus  traços;  Entre as folhas pisadas, frias e caídas; mortas estão.  Sou jardineiro desse canto, que procura, no entanto em vão,  A rosa morena que irá amanhã perfumar outros braços