não me ames, por favor, com este amor que faz de mim um condicionado espectador. com este amor que alimenta os olhos, e faz definhar um coração iludido que nunca - de fato - soube amar. com este amor, de graças e risos com o espelho, que em si completa, se basta e não compartilha. que faz da espera, vã. com este amor, que em si começa, como um sol se vê, e ofusca a alma do pobre que amor se gasta, que nem a indiferença desse traz. Faço consumir a esperança na poesia, em uma lápide branca do papel onde se encerra o desejo não consumado. Um coração de poeta não nota: Romântico, amante, não sabe a dor que muitas vezes viverá. Que a inimiga aceita, lhe espera com a derradeira lágrima. Não ames por favor. Com o amor que a este as migalhas já não suprem . no desespero da espera, vivo, sobrevivo. aos sapos, aos cortes e ao tempo; sobrevivo! Vi que desdenhas do seu auto-mundo distante, meu coração que não sabia amar, que aprendeu sob o lento fogo da paixão submissa. Perdôa-me...