A Falta
Que falta é esta que ela me faz! Por Deus, que falta ela me faz!
Eu nunca a vi, nunca a toquei.
Não houve entre nós afagos, beijos, nem sua voz ouvi.
Pergunto a mim mesmo: Falta do que? Que sentimento de ausência é este, se jamais houve presença?
Como explicar o choro da perda de algo que na verdade tu em tempo algum possuíste, pegaste, sentiste ou amaste!
Essa solidão maluca, machuca, indica um vazio jamais preenchido. Não é razoável a razão de sua existência. Eu nunca segurei em suas mãos, que nem por um segundo sequer carinho me fizeram!...Andar ao seu lado, pela praia sob esplendor do luar? Que nada!É: tenho falta, sinto falta de olhares românticos, meigos e insinuantes que não trocamos, tendo ao fundo a trilha de uma daquelas musicas de amor que embalam os casais, dos filmes antigos que surgem do nada!
Engraçado: parece me fazer falta, sentar à mesa com ela e tomar um cafezinho apressado... E atrasado, sair correndo esquecendo o beijo (só para provocá-la), que voltando penitente lhe ofereço, o qual ela amorosamente furiosa, recebe! Que saudade de um tempo não vivído, das palavras não ouvidas, das brigas de amor não tidas, que acabariam onde todas deveriam acabar!... E o ciúme real e disfarçado que não nutrimos. Que saudade das idas, das buscas e voltas, do perdão e da saudade!
Da janelinha vejo o campo, o embranquecido do orvalho matinal... Dos uivos dos ventos, a escutar, o frio que passa por debaixo da porta, sobre a mesa o chá esfria... Na lareira, só as cinzas. A saudade dói mais ainda, o vazio aumenta e enche o quarto. Penso: Logo estou enlouquecendo, ou o que é? Desejo ou ilusão. Talvez seja uma realidade transcendental, quase sobrenatural: Carência ou paixão metafísica. Ela existe? É surrealismo, absurdo, abstração ou obstrato, sei lá! É paranóia, isto sim!Não, não é: Tim maia explica, ou não! Só sei que é saudade de alguém de quem estou agora mais distante... Mas, quando menos estive? Não vou obtemperar: O coração espera dizendo: Volte logo. Já o meu eu mais lúcido responde: Quem volta? De quem?
Pr. Lucas Eugênio
Que falta é esta que ela me faz! Por Deus, que falta ela me faz!
Eu nunca a vi, nunca a toquei.
Não houve entre nós afagos, beijos, nem sua voz ouvi.
Pergunto a mim mesmo: Falta do que? Que sentimento de ausência é este, se jamais houve presença?
Como explicar o choro da perda de algo que na verdade tu em tempo algum possuíste, pegaste, sentiste ou amaste!
Essa solidão maluca, machuca, indica um vazio jamais preenchido. Não é razoável a razão de sua existência. Eu nunca segurei em suas mãos, que nem por um segundo sequer carinho me fizeram!...Andar ao seu lado, pela praia sob esplendor do luar? Que nada!É: tenho falta, sinto falta de olhares românticos, meigos e insinuantes que não trocamos, tendo ao fundo a trilha de uma daquelas musicas de amor que embalam os casais, dos filmes antigos que surgem do nada!
Engraçado: parece me fazer falta, sentar à mesa com ela e tomar um cafezinho apressado... E atrasado, sair correndo esquecendo o beijo (só para provocá-la), que voltando penitente lhe ofereço, o qual ela amorosamente furiosa, recebe! Que saudade de um tempo não vivído, das palavras não ouvidas, das brigas de amor não tidas, que acabariam onde todas deveriam acabar!... E o ciúme real e disfarçado que não nutrimos. Que saudade das idas, das buscas e voltas, do perdão e da saudade!
Da janelinha vejo o campo, o embranquecido do orvalho matinal... Dos uivos dos ventos, a escutar, o frio que passa por debaixo da porta, sobre a mesa o chá esfria... Na lareira, só as cinzas. A saudade dói mais ainda, o vazio aumenta e enche o quarto. Penso: Logo estou enlouquecendo, ou o que é? Desejo ou ilusão. Talvez seja uma realidade transcendental, quase sobrenatural: Carência ou paixão metafísica. Ela existe? É surrealismo, absurdo, abstração ou obstrato, sei lá! É paranóia, isto sim!Não, não é: Tim maia explica, ou não! Só sei que é saudade de alguém de quem estou agora mais distante... Mas, quando menos estive? Não vou obtemperar: O coração espera dizendo: Volte logo. Já o meu eu mais lúcido responde: Quem volta? De quem?
Pr. Lucas Eugênio
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