LAPSOS - Eugênio Abatte


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Tento me lembrar
de não me esquecer
Nem sempre eu consigo
E as vezes quando eu me lembro
Já não há o que fazer; é tarde.


Esqueço, deixo passar,

Assim sem querer
Achando tão esquisito
É junho vestindo setembro
Faz com que minha reação retarde


É montada a armadilha; a surpresa

Caio como já era esperado
Me culpo, me condeno
Tantos porquês que me machucam
A antiga dor que o tempo retraz...


Ah! Dessa memória sou a presa

Passa  em efeito retardado
Na mente o temor exógeno 
Faz minh'alma confusa; caduca
Proteger-me sou incapaz.


Tentarei não me esquecer

Insistirei nessa busca;
Se a memória patusca
Que faz tão pouco de mim.
Superarei, é certo...
A mais triste e sutil esparrela
De que dentro desta atmosfera
Surgirá por fim, um novo amor 
Sem fim!

















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