ZERO HORA / Lucas Eugênio

Zero Hora - Lucas Eugênio

Pelo vão da porta, avança o tempo
Some na neblina envolvente a frente
Desaparece como um fantasma, o tempo
Uma fumaça que traz a lágrima à castanha lente

É inevitável a dor da verdade, eu sei
O ardor da verdade, o mais caro preço
O vão, em vão evitar, bem que tentei...
Mas cá estou eu, com o tempo, pereço
 
 
 
 
 
De vão em vão, vai toda a solidão
Passo a passo, o tempo cauterizado urge
Sangra a intensa senhora; é a desilusão
Em tempo: A vida contra mim, insurge!

Passo o vão da porta, não o vejo mais
Me acho longe, o nunca vence o confronto !
Me perdi na busca, ofusca o brilho, cega o olhar;
Não vejo a hora, que tempo é este; posso indagar.
As rugas na testa, do tempo vivido é o que me resta:
Voltar ao começo, para zero hora vida de novo; estou pronto

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