O CONTROLE DESCONSTRUIDO - Bp Lucas Eugênio



Não me peçam explicação!
Nem sei se a tenho.
Não sei se saberia, ou, se acharia mesmo o que explicar....
Simplesmente não quero entender.
Quero deixar essa ausência ficar.
Viver não implica na expressiva necessidade de ter a resposta.
A resposta nem sempre explica tudo
O mistério é viver decifrá-lo é morrer.
Explicar é possível, se em amor me iludo.
É a espada na garganta é um bicho que aperta,
com por quês, pra quês e do quês...
A razão não explica tudo, nem o motivo à deixa óbvia.
Agora, daqui a pouco, será manhã do amanhã
Cada décimo cada segundo, cada passo...
Não posso, não paro, não tenho que saber.
Quero evoluir descobrir cada dia, pouco a pouco, sem pressa!
O tempo implacavelmente me dirá o que eu não soube dizer.
Não me peça explicações
Não sei se as tenho, ou, se as quero ter
Deixo-as ao mistério e a suas sensações
Guardo-as em silencio, em cada morrer
Pois nem todas as palavras explicam tudo
Deixo o tempo correr, corroer, a vida escurecer
Ainda que eu sofra; calo o coração; deixo-o mudo
Explicar o quê, para quê e quem entenderia?
Explicar a dor é sofrer duas vezes, ou mais
É não ter aprendido nada; é idiotice demais


Não me peça explicações
Nem sei se as tenho, ou, se as quero ter
Deixo o vento da poesia disseminá-las
Semear em cada mente a razão do desconhecer
Isto, quem sabe explica, sem, no entanto, revelá-las
Existe um motivo ou, outro motivo para as feridas?
Ferem-nos sem razão, em razão da razão escassa
Vejam então, que lúcido não posso explicar.
Me vejo embriagado de insensatez
Preciso voar, semear-me no céu do desconhecido.
Navegar no mar do dia nunca amanhecido
Onde o tempo não passa, resiste e fica à espera da sua vez
Oras! Não me peça explicações; nem sei se as tenho!


Bp L. E. A. - poeta amador, escritor amante (das palavras!) que ama ser compositor

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