A CURA... Lucas Eugênio

" A cura "





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Essa dor tão doída, dói muito, pra valer.
 Procuro esquecê-la, mas é inutil evita-la.
 Não sei se na alma ou; em todo corpo
 Não consigo encontrar onde está a doer.
   Incomoda, rouba o meu sono e o entrega a insônia.
 Coça, pinica, fica assim, na maior desfaçatez;
 Fere-me profundamente sem nenhuma cerimonia.
   
Já não sei o que dizer.  Ora grito, ora me calo!
 Tomei calmante, tranquilizante, mas na verdade;
 O calmante não me acalmou e o outro; sem efeito!
 Falei com Deus, tantas vezes: Senhor, é muita crueldade!
 Para essa dor tão doída, busquei outras formas de socorro
 Passeios , boa companhia; pura infelicidade
 Distrações, muitas,  conversas fiadas, amenidades...
 Só sei de uma coisa: Dessa dor, aos poucos eu morro

  
É mesmo que correr atrás do vento, secar a chuva
 Amarrar as nuvens; me sinto um tolo.
 Diante de sua audácia; meu ser já se curva.
 Essa dor, tão doída, já disse: Dói pra valer!
 Mas há cura, há um jeito, uma possibilidade:
 Encontrar você e olhar nos seus olhos.
  Segurar suas mãos e curar com um beijo,
essa dor chamada saudade

Autor: Lucas Eugênio 

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