AMOR SEM CORAGEM - Eugênio Abatte

R
Que disse que amor não tenho?
Ele dói no peito e não posso confessá-lo.
Quer explodir, emergir; mas o detenho
Coração sangra, grita, e eu a silenciá-lo
Ela vive em um mundo de cor brilhante
Lugares de luzes de mim tão afastado
Tão perto das estrelas e de mim, distante
Tão perto das estrelas e de mim, distante
E vivo eu aqui de intensas sombras cercado
Meu sonho, há tempos, no tempo guardei
Não me peçam os porquês, nem a razão
Simplesmente no túnel na mente o selei
Como um filme sem estréia, sem continuação
O que faço: Lamento pelo meu nada?
Já não me cabe nem morrer de ilusão!
Deixo assim esta minha vida alienada
Fica encoberta, enfim, toda a emoção
Sua beleza vai das outras bem além
E nessa estrada não a posso deter
Tê-la em meus sonhos já me faz bem
Sei: É um jeito estranho de sobreviver!
,
Sei que assim soa mas é assim que é o amor...
Tão forte, denso e extenso quanto o mar
Arrebata-nos sem nenhum porto nos propor
Só uma lasca de possibilidade, de se amar
Longe de seu mundo estou recluso
Duro exilo que a mim mesmo impus
Vivendo vou, ainda que confuso e abstruso;
Na escuridão, tudo bem, que meu ser induz
Esta eterna existência do vazio, eu deixo!
Ele é cheio de tudo, até de paz e renovo
Não sinto a perda, se perco; não me queixo;
Uma hora acontece, a vida há sorrir...
O campo enverdece, e vem o florir
Também vem o sol tudo aquece,
e o amor nasce de novo!
Esta eterna existência do vazio, eu deixo!
Ele é cheio de tudo, até de paz e renovo
Não sinto a perda, se perco; não me queixo;
Uma hora acontece, a vida há sorrir...
O campo enverdece, e vem o florir
Também vem o sol tudo aquece,
e o amor nasce de novo!
beleza e sonhos; o que te oferecer? Fico em meu canto a te curtir
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