PELE E COURO/Eugênio Bp

A gente não age
A fé não reage
O medo aproveita a brecha.
A visão fica turva
O passos vacilam
Os pensamentos oscilam
O coração triste se fecha
A duvida cruel assalta
O vale, a sombra, a morte
A navalha, o fio, o corte
a alma, o lamento, o choro
Coisas da mais escura noite
Que vêm e assombram a mente
Nossa humanidade ressente
Somos assim; carne e couro...
Mas tudo dura um instante
Logo vem de novo o amanhecer
A vida traz um lindo florescer
e secam-se as lágrimas, enfim;
A fé sobrevive, o coração canta
O deserto é deixado para traz
Brota nos labios a canção de paz
Que diz:
Deus sempre cuida de mim!
Deus sempre cuida de mim!
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