ROSA DA CAMPINA - Eugênio Abatte
Minha desejada brisa da noite
Minha rosa da campina
Puro perfume que me fascina
Timidez que me desconcerta
Ah...Meu cheirinho de campo
Simplicidade que me arrebata
Olhar que me absorve, que me basta
Alegria que alaga minha alma deserta
Sorriso meigo, assim meio sem jeito
Da acanhada felicidade...
De doce toque de mãos; amenidade
Anestesia meu coração incapaz
Deixa-me viver seu mundo
Teus sonhos, desejos...
Deixa-me viver
Tuas manhãs, teu cheiro,
Deixa-me te querer
Minha necessidade assaz.
Sonho te ver em cada amanhecer
Envolvida de orvalho das noites
Eu ali tão absorto sem que me notes
A contemplar tua beleza campestre
Viajando na mais leve sensação
No tempo, na poesia, na canção...
No conto de amor silvestre
És tu tão simples de nobre inspiração
Fonte que me supre e não se esgota
Vem como o rio que vai,
que segue a rota
que segue a rota
A encontrar-se com o mar
Entre ondas e marulho se perde
Sob olhar do tímido luar que a tarde
Anuncia que a noite foi feita para amar!

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