Mário Quintana

Quando eu for, um dia desses,
Poeira ou folha levada
No vento da madrugada,
Serei um pouco do nada
Invisível, delicioso

Que faz com que o teu ar
Pareça mais um olhar,
Suave mistério amoroso,
Cidade de meu andar
(Deste já tão longo andar!)

E talvez de meu repouso....

Comentários

Eugênio Bp - disse…
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Eugênio Bp - disse…
Vale a pena refletimos no que está escrito!!!
Eugênio Bp - disse…
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Eugênio Bp - disse…
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Eugênio Bp - disse…
A FALTA


Que falta é esta que ela me faz!
(por Deus!), que falta ela me faz!
Eu nunca a vi, nunca a toquei.
Não houve entre nós afagos, beijos, nem sua voz ouvi.
Pergunto para o meu eu: Falta do que?Que sentimento de ausência é este, se jamais houve presença?
Como explicar o choro da perda de algo que na verdade tu em tempo algum possuíste, pegaste, sentiste ou amaste!
Essa solidão maluca, machuca, indica um vazio jamais preenchido. Não é razoável a razão de sua existência. Eu nunca segurei em suas mãos, que nem por um segundo sequer carinho me fizeram!...Andar ao seu lado, pela praia sob esplendor do luar? Que nada!É: tenho falta, sinto falta de olhares românticos, meigos e insinuantes que não trocamos, tendo ao fundo a trilha de uma daquelas musicas de amor que embalam os casais dos filmes antigos, que surgem do nada!
Engraçado: parece me fazer falta, sentar à mesa com ela e tomar um cafezinho apressado... E atrasado, sair correndo esquecendo o beijo (só para provocá-la), que voltando penitente lhe ofereço, o qual ela amorosamente furiosa, recebe! Que saudade de um tempo não vivído, das palavras não ouvidas, das brigas de amor que não houve, que acabariam onde todas deveriam acabar!... E o ciúme real e disfarçado que não nutrimos. Que saudade das idas, buscas e voltas, do perdão e da saudade!
Da janelinha vejo o campo, o embranquecido do orvalho matinal... Dos uivos dos ventos, a escutar, o frio que passa por debaixo da porta, sobre a mesa o chá esfria... Na lareira, só as cinzas. A saudade dói mais ainda. O vazio aumenta e enche o quarto. Penso: Logo estou enlouquecendo, ou o que é? Desejo ou ilusão. Talvez seja uma realidade transcendental, quase sobrenatural: Carência ou paixão metafísica. Ela existe?É surrealismo, absurdo, abstração ou obstrato, sei lá! É paranóia, isto sim!Não, não é: Tim maia explica, ou não! Só sei que é saudade de alguém de quem estou agora mais distante... Mas, quando menos estive? Não vou obtemperar: O coração espera dizendo: Volte logo. Já o meu eu mais lúcido responde: Quem volta?


Pr. Lucas Eugênio
Eugênio Bp - disse…
A falta, produz uma dor, sem remédio. A única possibilidade é de que o tempo cuide de tudo!
Eugênio Bp - disse…
É CEDO

É cedo para desistir, para ir embora. Há uma tranca na porta, um frio la fora: O vento denuncia.
É cedo la fora, a ilusão caminha pelas ruas desertas.O medo está a espreita, a procura de uma alma que possa destruir.
É cedo agora, a tarde vem, antecedendo a noite com seus mistérios e ruivos.
É cedo, espere o tempo passar, e passará, passariando, trazendo um belo canto de que a vida voltou a sorrir. e, então irás, e assim que o medo passar, voltáras; mesmo que seja tarde!

Autor:Pastor Lucas Eugênio
Eugênio Bp - disse…
O amor e a ilusão

O amor nunca acaba, se acabou, foi ilusão, não amor!
O amor não se ilude, não é cego, só – às vezes - não quer enxergar a realidade.
A ilusão é criativa, não tem limites.
O amor é ingênuo, ignora os riscos, insiste.
A ilusão é traiçoeira, insensível.
O amor não acaba, se acabou, não foi amor, foi só ilusão.
Ilusão é uma mentira, na qual só nós acreditamos.
O amor é uma verdade, na qual queremos que alguém mais acredite.
O amor é forte, mais que a morte, já disse um sábio!
A ilusão é frágil, como um cristal!
No amor não há ilusão!
Mas, algo eu aprendi: da ilusão pode nascer um grande amor.

Autor:Pr. Lucas Eugênio
Eugênio Bp - disse…
Caminho, caminhando calmo, cauteloso.
A largo passos vou, ao largo passo e vou.
As Tramas e tramóias, trago e solto, solto o calão.
Caminho, cambado, lento, calmoso.
Largo as tralhas, o caminho é largo, noto.
Traço um troço, trago a troca e toco.
Troco, torço, traço o trajeto.
Despeço, desimpeço, e peço um verso O caminho é longo. Mas, logo largo, e livre em leve sonho, vejo: Caminhantes, caminham, minhas marcas seguem. Porisso, caminho, caminhando calmo...

Autor:Pr. Lucas Eugênio

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